20/11/2011


Novo disco de inéditas da Banda Black Rio

Supernova Samba Funk
  Após 10 anos a Banda Black Rio lança novo CD de canções inéditas na Europa, mesclando diversas vertentes da música negra como o funk, o soul, o hip hop, o samba, a bossa nova e o jongo. O trabalho reúne grandes expoentes da música brasileira como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Seu Jorge, Mano Brown, Elza Soares e César Camargo Mariano.
Supernova Samba Funk. Por definição, o termo supernova representa uma explosão cósmica com poder de destruição e renovação. O nome escolhido para o novo CD da Banda Black Rio reflete a boa fase do grupo e injeta novos ares à música brasileira, especialmente a de origem negra, com a reunião de grandes nomes da cena, com seus diferentes estilos, públicos e discursos.
O disco, que sairá no Brasil no segundo semestre de 2011 pelo selo Cosa Nostra, do Racionais MC’s, será lançado na Europa e no Japão pela gravadora Far Out, que traz em seu catálogo trabalhos de artistas como Azymuth, Marcos Valle, Milton Nascimento e Arthur Verocai. O álbum, que será lançado no exterior no começo de julho, reúne 16 músicas inéditas da Banda Black Rio. Na versão que irá para as ruas no Brasil, o disco conta com 34 faixas, incluindo “Águas Sábias”, com participação de Chico César, e “Mente do Vilão”, que reúne Mano Brown, Don Pixote e Dú Bronk’s.
O trabalho reflete a trajetória da Banda Black Rio, somando a sonoridade da década de 70, com a fusão de funk, samba e soul que sempre caracterizou a banda, à outras influências, como o hip hop e a bossa-nova. No novo álbum, também chamam a atenção uma preocupação poética, seja nas letras das canções bossa-novísticas, seja na poesia periférica das faixas de rap.
Destaque para as instrumentais Nove no Samba e Samba Nova, que trazem o espírito de uma Black Rio setentista com tendências futuristas do funk samba. Já Irerê resulta de uma mescla de jongo e candomblé, homenageando os orixás em uma poesia que soa como um mantra nas vozes de Gilberto Gil e William Magalhães, que dividem a canção. “Foi um prazer gravar para o disco da Black Rio. O bacana é que ele já estava cantando bonito. Não precisava da minha voz”, disse Gil, elogiando o trabalho de Magalhães, que integrou a banda do ícone baiano por vários anos.